Profilaxia Pré-Exposição
Prevenção
Tratamento antiretrovírico
Profilaxia Pré-Exposição

A PrEP resulta?

A PrEP foi estudada em ensaios com animais e com humanos. Os resultados do primeiro ensaio em humanos a provar que a PrEP tinha efeitos positivos foram publicados no final de 2010. Para assegurar que o PrEP funciona é necessário garantir que, quem a usa, adere correctamente à toma da medicação.

Quem deverá usar a PrEP?

Um estudo de 2006, sugeria que alguns HSM já teriam experimentado, a toma do Tenofovir, para prevenção da transmissão do VIH. No entanto, as autoridades de saúde ficaram divididas sobre a questão se a profilaxia pré-exposição deveria ser desenvolvida o suficiente para uso geral: a Associação Britânica para o VIH recomendou que a PrEP não deveria ser ainda prescrita fora do contexto dos ensaios clínicos enquanto que, nos EUA, o CDC emitiu, em 2011, orientações para o uso da PrEP por homossexuais e a bissexuais. Em Portugal a PrEP não consta das recomendações nacionais.
Em Julho de 2012, pela primeira vez, um medicamento anti-retroviral foi aprovado para uso como profilaxia pré-exposição. Nos EUA o "Truvada" (uma combinação de tenofovir disoproxil fumarato e emtricitabina) pode ser prescrito para pessoas em alto risco de se infectarem, como por exemplo, os parceiros de pessoas que vivam com o VIH e quem tenha relações sexuais anais com inserção desprotegidas.
Antes de ser prescrita é obrigatória a realização de um teste de despistagem para o VIH e garantir que não têm sintomas indicadores da fase aguda da infecção pelo VIH.

Riscos e Efeitos Secundários

Tomado uma vez por dia, estes medicamentos apresentam efeitos secundários limitados, embora pareça ser comum o aparecimento de náuseas e de vómitos. Existem preocupações sobre a possibilidade da PrEP aumentar a probabilidade de uma pessoa desenvolver resistências aos medicamentos antiretroviricos. Embora ainda não tenha sido documentada em humanos, um estudo com macacos a usar a PrEP revelou que alguns dos animais desenvolveram uma mutação do vírus que foi associado à resistência aos medicamentos.

Quem poderá usar a PrEP?

A OMS publicou as orientações para a aplicação da PrEP em casais serodiscordantes, homens e mulheres transgenéros que tenham sexo com homens em contexto de alto risco de transmissão pelo VIH.

- Casais serodiscordantes: Existem casais heterossexuais em que o homem é portador de VIH e a mulher não e que querem ter filhos. A PrEP pode ajudar estes casais sem que o vírus seja transmitido à mulher. Este método está a ser estudado em alternativa à lavagem de esperma, que é cara e que tem uma baixa taxa de sucesso em termos de concepção. Esta é a razão pela qual a PrEP poderia ser uma opção mais eficaz.

A PrEP pode também ser utilizada como proteção adicional quando os casais usam uma estratégia para engravidar designada por "relações não protegidas cíclicas", isto é, não usam o preservativo durante o período fértil da mulher.

Quando usado com o Tratamento como Prevenção, este método preventivo tem demonstrado ser muito eficaz.
- Pessoas que não são capazes ou não estão em condições de negociar o uso do preservativo com o seu parceiro(s): Tem vindo a ser sugerido que a PrEP poderia ser eficaz para as pessoas que são vítimas de abuso sexual ou de coerção ou que sejam incapazes que convencer os seus parceiros a usar preservativo. A via mais comum da transmissão pelo VIH é através de relações sexuais vaginais desprotegidas com um parceiro infectado pelo VIH. Portanto, milhões de pessoas que poderiam, com a toma de um comprimido por dia, reduzir o risco de transmissão pelo VIH. Os microbicidas são um conceito similar que tem vindo a ser desenvolvido, até agora sem grande sucesso.
- Outras pessoas que estejam em elevado risco: um artigo sobre a PrEP publicado pelo "Center for HIV Identification, Prevention, and Treatment Services", explica que na California, a PrEP beneficiaria homens que têm sexo com outros homens (HSH), parceiras femininas dos HSH e utilizadores de drogas injectáveis e seus parceiros. Outro estudo, desta vez realizado no Reino Unido, e que envolveu entrevistas com homens gays constatou que a PrEP seria um método de prevenção aceitável para metade dos entrevistados.

Há futuro para a PrEP?

Tem sido defendido que a profilaxia pré-exposição poderá ter um enorme impacto sobre a epidemia do VIH em todo o mundo.
Modelos matemáticos estimam que, se o Tenofovir for usado por 90% das pessoas que se consideram estar em maior risco de transmissão pelo VIH e for eficaz 90% das vezes, o número de novas injecções por VIH poderá ser reduzido em mais de 80%. Para a Africa Subsaariana, estima-se que, com o recurso à PrEP e reduzindo os comportamentos de alto risco entre os grupos da população com maior actividade sexual, entre 2,7 e 3,2 milhões de novas infecções pelo VIH1 poderão ser evitadas nos próximos dez anos.

Apesar destas estimativas, é muito pouco provável que todos os que poderiam beneficiar desta profilaxia venham a recebê-la quando a maioria dos países que enfrentam o maior impacto da epidemia do VIH e da SIDA não tem infra-estruturas ou recursos económicos para implementar esta estratégia.

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